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Farmacêutica e laboratórios

Ventiladores em processos farmacêuticos: seleção e integração

Ventiladores empregados na exaustão de processos farmacêuticos devem atender à vazão e pressão requeridas sem comprometer higiene, manutenção e controle de ruído. A aplicação industrial deve ser diferenciada dos sistemas de climatização de áreas limpas.

Por Kleema · Engenharia e aplicações industriais · 3 min de leitura
Projeto renderizado pela Kleema: ventilador centrífugo.
Projeto renderizado pela Kleema: ventilador centrífugo.

O processo e as fontes de emissão

Ventiladores farmacêuticos podem atender exaustão de máquinas, coleta de pó, cabines ou circuitos de tratamento. Cada função tem uma faixa de pressão e uma exigência de higiene. O ventilador de um coletor de pó não deve ser tratado como equivalente ao de um sistema de climatização que controla a qualidade do ar em uma sala.

A localização em relação aos filtros define a exposição esperada do rotor. Mesmo em um lado considerado limpo, devem ser previstas condições de manutenção e falha de elementos. A caracterização precisa informar se há umidade, agentes de limpeza, vapores ou produto que possa formar depósitos.

Características que orientam a engenharia

A composição da corrente determina materiais e vedação. A presença de solventes ou pós de alta potência acrescenta requisitos específicos que precisam ser definidos pelo processo e pela avaliação de riscos.

Configuração da solução e dimensionamento

A seleção aerodinâmica deve considerar a resistência do circuito com elementos novos e em condição de trabalho, além das variações operacionais. Escolher apenas pelo ponto de menor perda de carga pode deixar o sistema sem capacidade à medida que o filtro carrega. Superdimensionamento sem controle, por sua vez, pode aumentar ruído e interferir no processo.

Materiais e acabamento devem ser definidos pelo contato efetivo com a corrente e pelos procedimentos de higienização. Acesso ao rotor, configuração das vedações e possibilidade de desmontagem influenciam o uso. Quando há exigência de contenção, a manutenção do ventilador e de suas conexões também precisa estar incluída na estratégia, sem presumir proteção apenas pela presença de um filtro a montante.

Parâmetros para o projeto

Parâmetros para o projeto
ParâmetroComo avaliarDecisão de engenharia
Função do circuitoIdentificar exaustão, coleta ou climatizaçãoDefinir o escopo correto
Resistência do filtroAvaliar diferentes condições de cargaPreservar a vazão necessária
Limpeza e acessoConferir materiais e desmontagemAdequar manutenção ao processo
  • Selecionar o ponto de operação com as perdas reais.
  • Considerar a condição de filtros carregados.
  • Prever manutenção e limpeza.
  • Verificar vibração e ruído após a instalação.

Desempenho, diagnóstico e manutenção

No comissionamento, vazão, pressão, rotação e potência devem ser verificadas nas condições do circuito. Vibração e ruído precisam ser relacionados ao arranjo de dutos, à base e às condições de entrada e saída, não apenas ao balanceamento do rotor.

A operação estável depende da manutenção das condições para as quais o conjunto foi selecionado. Mudança de produto, novo elemento filtrante ou alteração de ramal pode modificar a resistência. O registro dessas mudanças permite avaliar se um aumento de consumo decorre da condição do ventilador ou de uma nova demanda do sistema.

Ruído e estabilidade

Ruído elevado deve ser investigado considerando aerodinâmica, transmissão e instalação, em vez de ser tratado apenas com isolamento acústico. A adequação do ventilador à curva do sistema ajuda a evitar operação fora da faixa pretendida.

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